No programa de hoje, Bill Santos e Dr. Viritato Ferreira discutem sobre o ataque cerebral e as maneiras para evitar tal problema.
O texto abaixo foi extraído do site: http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/10805
O cérebro é, na verdade, uma parte do encéfalo, que se constitui ainda de tronco cerebral e cerebelo. Nutrido pelas artérias carótidas e vertebrais, que nascem da aorta, que sai do coração o encéfalo precisa continuamente desse sangue. Através dele recebe oxigênio e glicose necessários para seu funcionamento. Qualquer interrupção no fornecimento desses dois elementos prejudica as células nervosas presentes no encéfalo. Elas deixam de funcionar e podem até morrer, conforme a intensidade e duração da falta de sangue. A parte do encéfalo que morre chama-se infarto.
AO ATAQUE!!
O acidente vascular cerebral ou "derrame", como se diz, ou ainda ataque cerebral é a interrupção da circulação do sangue em uma parte do encéfalo. Essa parte deixa de funcionar, causando alterações clínicas. O ataque cerebral pode ocorrer de duas formas:
· Por uma obstrução de uma artéria, que causa falta de sangue no tecido nervoso · Por rompimento da artéria, espalhando sangue no encéfalo Qualquer artéria pode entupir ou romper, o que faz com que o derrame varie de local ou extensão e apresente manifestações clínicas diferentes. Pode ainda ser leve e transitório, com sintomas de curta duração, com recuperação total em poucos minutos ou poucas horas.
Mas quase sempre, esse tipo de ataque leve, significa que um ataque mais grave está em vias de acontecer.
RECONHECENDO O INIMIGO
O ataque é geralmente um quadro agudo que ocorre de repente e é fácil de reconhecer, pois, provoca perda de sentidos; convulsão; coma; perda de força de um lado do corpo; perda da fala; dor de cabeça intensa e repentina que nunca havia acontecido. Os sintomas podem também ser mais suaves: uma leve perda do "jogo" de uma das mãos, braço ou perna; dificuldade de falar; boca "torta"; dormência em um braço ou perna; perda fugaz da visão de um olho. Mesmo não sendo fortes, esses sintomas devem ser seriamente considerados. É fundamental que o diagnóstico de ataque cerebral seja feito na fase inicial, porque só então pode-se evitar a piora do quadro.
S O S URGENTE
Não importa a intensidade do ataque; o paciente deve ser levado ao neurologista o mais rapidamente possível. A perda de tempo pode dificultar a recuperação. Mesmo com a melhora dos sintomas, não deixe para depois. Um ataque mais sério pode estar a caminho.
CORRENDO CONTRA O TEMPO
Para os discursos disponíveis, hoje, no tratamento do ataque cerebral, o grande inimigo é o tempo. Quanto mais leve for o ataque, deve-se iniciar o tratamento o quanto antes para melhor eficácia. Caso contrário, o resultado pode ser triste e doloroso para todos. O prazo máximo para a intervenção é de seis horas. Mas, o melhor é nas primeiras três horas após os sintomas. Nesse tempo, ainda é possível salvar o tecido nervoso que está sendo atingido pelo ataque cerebral. Mesmo que o dano à área central seja irreversível, a periferia é passível de recuperação. Após as seis horas, já se estabeleceram alterações celulares que até pioram (levam a edema) se houver revascularização.
As alternativas de tratamento dependem de cada caso. A escolha da conduta leva em consideração muitos fatores, mas depende sempre da oportunidade ideal para sua utilização. A cirurgia também pode ser necessária em alguns casos.
USE O CÉREBRO. PREVINA-SE!
Algumas condições favorecem a incidência de ataque cerebral. Pessoas com pressão alta, diabetes mellitus, colesterol ou triglicérides altos, fumantes, alcoolistas, portadores de doenças coronárias e do coração e as que já tiveram ataques leves e rápidos têm maior predisposição e devem se cuidar muito bem. Abolindo os fatores externos (álcool, fumo, gorduras), controlando as doenças, a predisposição nessas pessoas se iguala às de quem não tem esses problemas. Mulheres acima de trinta anos, fumantes, que tomam anticoncepcionais e têm enxaqueca, também correm risco de doenças da circulação.
FATORES DE RISCO PARA ATAQUE CEREBRAL
· Idade
· Hipertensão arterial
· Diabetes Mellitus
· Tabagismo
· Alterações cardíacas
· Alcoolismo
· Ataques cerebrais leves
· Anticoncepcionais
FIQUE FORA DESSA!
Para reduzir os riscos de ataque cerebral, reavalie seus hábitos de vida.
· Controle a pressão arterial
· Evite ou limite a ingestão de gorduras
· Não fume
· Não beba alcoólicos excessivamente
· Faça exercícios regularmente
· Mantenha seu peso dentro dos limites recomendados
· Tente resolver as situações de estresse
· E especificamente para as mulheres acima dos 30 anos, evitem anticoncepcionais.
Se você tem uma hipertensão arterial, tome corretamente a medicação, mantenha uma dieta com pouco sal e siga as recomendações de seu médico. Mantenha as doenças do coração, diabetes e outras sobre controle. Fique atento aos ataques leves. Procure um neurologista imediatamente se sentir algum sintoma. Informe-se sobre os serviços de atendimento médico próximo à sua casa ou escolha um de sua confiança de acordo com o seu convênio. Oriente amigos e familiares para casos de emergência, principalmente se você está no grupo de risco. Ensine-os os sintomas.
NÃO SE ENGANE!
· Prevenção e tratamento precoce podem evitar o pior.
· O ataque cerebral é uma emergência.
· Procure um neurologista imediatamente, caso haja qualquer sintoma descrito neste folheto.
IMPORTANTE