Entre os discípulos, o mais bem sucedido era Judas, e o completamente rebaixado e fracassado era Pedro. Judas tinha sucesso nos aspectos que mais nos impressionam: ele era bem sucedido tanto financeiramente quanto politicamente. Ele de maneira engenhosa planejou controlar o dinheiro do grupo dos apóstolos; de forma hábil, ele manipulou as forças políticas da época para alcançar seus objetivos. E Pedro era um fracasso nos aspectos que mais nos aterrorizam; ele era impotente numa crise e um inexpressivo socialmente. Com a prisão de Jesus ele caiu, um infeliz, covarde; nas situações mais críticas da sua vida com Jesus, como a confissão na estrada para Cesaréia de Filipe e a visão no Monte da Transfiguração, ele vergonhosamente disse as coisas mais inapropriadas. Ele não era o companheiro que gostaríamos de ter conosco em tempos de perigo, e ele não era o tipo de pessoa com quem nos sentiríamos confortáveis em uma ocasião social. O tempo, evidentemente, inverteu nossos julgamentos sobre esses dois homens. Judas hoje é um exemplo de traição, e Pedro é um dos nomes mais honrados na Igreja e no mundo. Judas é um vilão, Pedro é um exemplo. No entanto, o mundo ainda continua a correr atrás dos sucessos de Judas, riquezas e poder político, e a se defender contra as falhas de Pedro, impotência e inexpressão.